Viagem de trem
Mão fria na minha
Voz suave como brisa
Pele macia
Te sinto no peito
No toque da mão
Seus olhos bem negros
Eu digo que não
Eu penso que sim
Coração quente
Temperatura ideal
Mente vazia
Tão cheia de tudo
Me ouve falar
Te vejo chorar
Andar inseguro
Normal
Te levo até lá
Chega no portão
Paralisa a alma
Não sabe a força que tem
Me abraça e me cura
Me tira da loucura
A vida é um trem
A viagem é longa
Eu sei que cansa
Tem as suas paradas
Pior quando balança
Segura a minha mão
Você do meu lado
Pode até demorar
Mão fria na minha
Fique tranquila
Vai ficar tudo bem.
Clarice G. Giannini, 25-09-2013
Nessas linhas frias, porém tão vivas quanto eu, tento me aquecer, lembrar, sentir e viver. Viver o meu eu, que por uma hora pode estar em ti. Linhas frias, mais vivas do que eu.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Tela
Eu te olho e me esqueço
Apenas me imagino
Porque já nem me vejo
Não me lembro do que já fui antes de ti
Nessa janela do coração
Nessa tela da vida
O que passa é aquilo que se pinta
O que se cria é aquilo que se reinventa
O que eu desejo é aquilo que ninguém vê
O que eu quero que fique, quero que você fique aqui.
Clarice G.Giannini, 20-09-2013
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
É a luz, é o vento
A luz que me ilumina vem do sol na agitação do dia, vem da lua para embelezar a minha noite, junto com meu sonho. A luz que vem dos vagalumes, uma hora aqui, uma hora ali, é a luz que também mostra o caminho, essa mesma luz que está dentro das pessoas, das que deixam a luz entrar, das que por onde passam iluminam. Luz que nunca se apaga.
O vento que sopra o meu rosto é o mesmo que refresca o meu dia, que acaricia outras pessoas por aí, é o vento que entra pela sala, vento que leva as bolhas de sabão, é o vento que faz as folhas de uma árvore dançarem, o vento que move as nuvens, é o mesmo vento que move o barco a vela. É o vento que passa, mas que sempre venta, vento que leva e traz.
Eu danço pelo céu, brinco no vento sentindo a luz bater, como uma linda gaivota.
Clarice G. Giannini, 19-09-2013.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Meu ar
Não! Não pare de respirar! Essa é a única forma de saber que você me tem, te sinto ao entrar, passeio em você, fico o máximo possível até a hora de sair.
Cada dia eu me vou mais, vou ficando sem ar pra mim. Você me respira fundo, e isso me faz tão bem. Melhor do que o sufoco de não te ter aqui, é saber que só existe o meu ar entre eu e você.
Clarice G. Giannini, 17-09-2013
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